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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Revendo nosso 1º editorial de moda Curitiba Cycle Chic

Depois que conheci o projeto "Bicycled - A Bike Made Out Of Cars", lembrei muito do nosso primeiro editorial de moda  e estilo que fizemos em 2009, que tinha como cenário um depósito de ferro velho, um verdadeiro cemitério de automóveis. O editorial dialogava sobre mobilidade, estilo, sustentabilidade, reciclagem, reutilização e consumo consciente.

Fico imaginando como seria esse editorial com as bicicletas criadas pelo projeto Bicycled... Perfeito!














Photography by Alexandre Cardinal
Models:
Karol Janzen, Patricia Filus, Vivian Mendes, Rafael Cruz (Staff Models Management)
Styling: Cacá Brainta
Beauty: Lolitas Salon de Coiffure
Art Direction: Gee Siqueira
Costumes: Trinka Z
Accessories: Mars acessories
Bicycles: Loja Biketech

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Exposição: "Curitiba Anos 50"





Olha que legal essa foto da Rua São Francisco (Largo da Ordem) na Curitiba dos anos 50!
Ela faz parte da exposição "Curitiba Anos 50" que começa hoje (29/11/2012), a partir das 19h, no Salão Paranaguá do Memorial de Curitiba.

A exposição histórica que reúne material do acervo da Casa da Memória, uma das unidades da Fundação Cultural de Curitiba. São textos, fotos, gibis e revistas de época, além de filmes e ambientações que poderão ser vistos até novembro de 2013. A entrada é franca.

A proposta é que o público empreenda uma viagem no tempo. Nos anos dourados, Curitiba sentia bafejar os bons ventos de mudanças e o tom do discurso progressista era dado em novos acordes. A riqueza do café trazia recursos antes impensados, os números da construção civil impressionavam e os horizontes expandiam-se por vias que se prolongavam em direção aos mais distantes arrabaldes.

Para deleite dos moradores, o clima era de permanente construção, próprio das grandes metrópoles. A cidade pontuava seu horizonte com prédios cada vez mais altos, anunciados em todas as revistas locais como a tradução do progresso e do clima de euforia do momento. No ano do Centenário, para orgulho dos habitantes, prédios com mais de dez andares já somavam mais de quarenta e as estatísticas apontavam uma média de oito casas construídas por dia útil.

A cidade crescia a olhos vistos, como se dizia. A bem da verdade, Curitiba transformou-se num grande canteiro de obras, onde o vaivém de operários, engenheiros, arquitetos e maquinários, reforçavam a imagem de prosperidade. Embalados pelo sentimento de euforia progressista, os curitibanos veriam brotar marcos que sacralizariam o modernismo arquitetônico e cultural, a começar pelos edifícios da Biblioteca Pública e do Centro Cívico, o primeiro do país em linguagem totalmente moderna. Tornava-se evidente que o principal signo dos novos tempos eram as linhas de uma arquitetura que colocaria a capital em pé de igualdade com grandes centros urbanos, como Rio de Janeiro e São Paulo.

Serviço:

Exposição "Curitiba Anos 50", com material do acervo da Casa da Memória da Fundação Cultural de Curitiba.

Local: Salão Paranaguá do Memorial de Curitiba (Rua Claudino dos Santos, 79 – Setor Histórico).

Data e horário: de 29 de novembro de 2012 (abertura às 19h) a 3 de novembro de 2013. 

Horário de visitas: de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e 13h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 9h às 15h.

Entrada franca



via: www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Patti Smith on bike


Um raro registro fotográfico da cantora Patti Smith e sua bicicleta em Meatpacking District, Nova York, 1999. 
Photo by Steven Sebring.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

MODEHEFT - Film und Frau 1956/1957

Alguns dias atrás revirando um sebo de Curitiba, me deparei com uma revista alemã de moda, a MODEHEFT - Film und Frau (edição Outono/ Inverno-1956/1957).  Como sou um apreciador do estilo vintage dos anos 50, fiquei maravilhado com o contéudo da revista. Os editoriais são fascinantes, uma verdadeira mina de ouro de referências. Com certeza, uma publicação rara que vou guardar com muito carinho.
Separei algumas fotos de um dos editoriais, que tem uma "pegada" cycle chic, confira...









terça-feira, 20 de março de 2012

Amor e Bicicletas no Soho...

Confira essa bela sessão fotos de noivado que aconteceu no Soho, Nova York. O casal Wendy e Kelvin, pedalaram suas bicicletas pelas ruas de Manhattan, como uma ode ao seu amor. Um lindo noivado registrado por KT Merry Photography ! Aprecie alguns bons momentos...






terça-feira, 15 de março de 2011

LA BICYCLETTE ET LA MODE (1941)

Um arquivo em vídeo francês de 1941, mostra alguns registros de imagens raros de bicicletas e estilo.


Veja o vídeo documental completo no site da  ina.Fr

sábado, 29 de janeiro de 2011

Wheels of Change: How Women Rode the Bicycle to Freedom (With a Few Flat Tires along the Way)


A autora Sue Macy tem escrito vários livros sobre a história das mulheres no esporte e seu último livro, "Wheels of Change: How Women Rode the Bicycle to Freedom (With a Few Flat Tires along the Way), que acaba de ser publicado pela National Geographic, tem como tema principal a bicicleta e as mulheres, revelando a  história da Bicicleta na América e sua ligação ao movimento libertador das mulheres.


Como Wheels of Change revela, o efeito da "Mania de Bicicletas" era enorme! Ciclistas clamavam por melhores estradas e conseguiram, a Cultura de Ciclismo foi abraçada, muitas músicas foram escritas sobre o ciclismo, havia romances com heroínas de bicicleta, propagandas sobre "andar de bicicleta" estavam em toda parte, inclusive algumas destinadas às mulheres em particular.


Diversos temas sobre ciclismo foram publicados em revistas na época, incluía uma destinada exclusivamente às mulheres: Wheelwoman. A bicicleta influenciou as atitudes sobre moda. Sportswear para mulheres começaram a aparecer em 1890 e se desenvolveu com uma atitude de mudança. As mulheres perceberam que havia uma necessidade de vestir, prática e "racional". Para andar de bicicleta, isso significava "trajes Ciclismo": Peças mais curtas, saias, calções e calças em estilo turco, mais folgadas.


Elizabeth Cady Stanton, líder no movimento de mulheres, escreveu um artigo em 1895 para a ciclista norte-americana, que "a bicicleta vai inspirar as mulheres com mais coragem, auto-estima, auto-confiança ...." Foi uma declaração profética como as mulheres, que estavam deixando suas casas  para socializar sobre suas bicicletas, em estradas rurais e em parques, cada vez mais envolvidas na vida pública. As mulheres jovens foram ganhando mais liberdade e com isso a confiança e um sentimento de poder com a "Era Victoriana" chegando ao fim.

Elizabeth Cady Stanton escreveu que a bicicleta ensinou "uma igualdade nas relações sociais, sem distinção de cor ou condição prévia de servidão." Apesar de revistas mainstream, quase exclusivamente mostrar imagens de ciclistas brancos, Afros Americanos, como esta jovem também foram para a estrada. (Foto cedida pela Sue Macy)

Felizmente, muitos médicos aprovaram as bicicletas como um exercício saudável para as mulheres e em breve muitas descobriram um verdadeiro talento para o ciclismo e, especialmente, para o ciclismo de resistência. Até o início da década de 1880 algumas mulheres foram logo competir em eventos esportivos e de resistência, tais como o passeio do século, provas de ciclismo em pista, velódromos e até corridas de 18 e 24 horas. Atletas do sexo feminino, por vezes, competiram contra os homens e mais frequentemente em corridas exclusivamente para mulheres, na Europa e América do Norte. 
Suas realizações tiveram cobertura em muitos jornais, como o New York Times, que relatou a história de Jane Yatman, jovem de 24 anos, que rodou 700 milhas em 81 horas, 5 minutos, suas últimas 25 milhas foram descritas como uma "tortura" , quando pedalou sob uma chuva torrencial.


"Minha pesquisa me ajudou a perceber o quão disseminado o impacto da bicicleta foi na década de 1890. A bicicleta afetou a cultura popular de tantas maneiras, incluindo a forma como as pessoas e especialmente as mulheres se vestiram, as música que ouviram, as revistas e histórias que leram, e as gírias que elas usaram. Ela proporcionou exercícios acessíveis e aceitáveis, e transformou totalmente as interações sociais. Por um breve momento no tempo, a bicicleta foi a mania na vida americana, e as coisas mudaram para sempre. O fato de que o ciclismo é importante ainda hoje faz esse período da história ainda mais relevante. " (Sue Macy)


O livro de Sue Macy, abrange tudo isso em detalhes emocionantes. Esperamos em breve uma edição em língua portuguesa. Leia a matéria sobre o livro e uma pequena entrevista com a autora no site Cycle and Style.


via cycleandstyle.com/

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Cyclists in Amsterdam (1900-1930) - video


Uma variedade de antigas imagens com ciclistas em Amesterdam, entre 1900 a 1930. Retrada uma época, quando muitas vezes ciclistas tinham que compartilhar as ruas com carros e carruagens puxadas a cavalo. Interessante ver relativamente mais caminhões do carros nas ruas de Amesterdam, nos 30 primeiros anos do século 20. Um valioso arquivo de imagens !

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

"Cidade não é problema; cidade é solução" - Jaime Lerner (TED arquivo)

Vale a pena rever o vídeo que faz parte dos arquivos da TED, Gravado em 2007, em Monterey (atualmente a conferência ocorre em Long Beach), o arquiteto e político Jaime Lerner fez uma interessante apresentação sobre urbanismo. Embora um pouco antiga, os problemas de mobilidade urbana continuam atormentando diversas cidades por todo o mundo.

TED (Technology, Entertainment, Design) é uma fundação privada sem fins lucrativos, criada em 1984, dedicada à disseminação de idéia (“ideias que valem serem disseminadas”). Grandes nomes mundiais, como Bill Clinton, Al Gore, Bill Gates, os fundadores da Google e diversos ganhadores do Prêmio Nobel já palestraram nas conferências anuais, e os vídeos estão a disposição na página da instituição.



"Cidade não é problema; cidade é solução".
É com esse pensamento que o brasileiro Jaime Lerner começa sua palestra na conferência do TED. O paranaense ganhou destaque no cenário internacional da década de 70, quando liderou a revolução que transformou a cidade de Curitiba em exemplo de planejamento sustentável, transportes públicos eficientes, respeito ao meio ambiente e foco nas pessoas. No vídeo, ele conta de forma bem humorada a chave para transformar as cidades em soluções para problemas globais, como as mudanças climáticas.

Lerner afirma que todas as cidades do mundo podem ser melhoradas em menos de três anos, independente de escala ou de recursos financeiros. "Todo problema de uma cidade tem de ter sua própria equação de co-responsabilidade", afirma. Ela conta que um dos segredos para isso é o design urbano. "Toda cidade tem seu próprio design. Mas para fazer acontecer, às vezes você tem de propor um cenário e uma ideia que todos, ou a grande maioria, irão ajudá-lo a fazer acontecer”.

Para isso, é preciso pensar em toda a estrutura da cidade, torná-la mais conectada e menos segmentada. E para fazer com que as pessoas circulem por ela de forma eficiente e menos agressiva é preciso combinar todos os meios de transportes existentes em um modelo único, sem fazer com que eles briguem pelo mesmo espaço.


Exemplo desse modelo é a Rede Integrada de Transporte (RIT), sistema de mobilidade desenvolvida na cidade de Curitiba durante sua gestão como prefeito da cidade. Durante a palestra, Lerner fala sobre a criação e o funcionamento da RIT e como foi preciso 25 anos até que outra cidade (Bogotá) se inspirasse a fazer o mesmo.

Hoje, o sistema já é referência para dezenas de outras cidades espalhadas pelo mundo. “Isso significa que duas coisas: mobilidade e sustentabilidade, estão se tornando muito importantes para as cidades”, afirma. Ele garante que a importância dessa disseminação é vital, e não apenas para o local onde a mudança está sendo feita. “Toda cidade, apesar dos problemas normais, têm um papel muito importante em conviver com toda a humanidade”.

Outra dica do arquiteto é trabalhar de forma rápida, sem perder muito tempo com planejamentos. "Não podemos ser tão prepotentes e pensar que temos todas as respostas. É importante começar e ter a contribuição de pessoas, e elas podem ensinar você se você não estiver no caminho certo"



Clique em View subtitles e selecione a legenda que desejar


textos e imagens via www.ecodesenvolvimento.org.br e bicicletadacuritiba.wordpress.com


Nós podemos fazer parte de grandes mudanças e melhorar a mobilidade e a vida de nossa Cidade. A Lei da Mobilidade Sustentada Urbana (Lei da Bicicleta), pode ser primeira iniciativa popular que pode gerar verdadeiras mudanças. Participe, Vote !
Para votar e saber mais informações sobre o
Voto Livre, acesse o site votolivre.org.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Momento Star Trek.

Esse é um excelente registro fotográfico ! Nichelle Nichols , a "Tenente Uhura" da primeira versão de Jornada nas Estrelas , pedalando uma bicicleta dobrável Moulton, vestida em seu uniforme original da série. A foto é de um artigo de 1969.


Essa foto é uma homenagem a Federação dos Planetas Unidos, fã-clube de ficção científica, ciência e tecnologia sediado aqui Curitiba. Que vale a pena conhecer, além do íncrível site jornadasnasestrelas.com.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A bicicleta como símbolo da emancipação feminina.

A transformação do vestuário feminino foi desencadeada pelo processo de modernização que transformou as cidades e a vida de seus habitantes. A urbanização dos centros urbanos foi simultânea ao surgimento de novos meios de transportes que transformaram os modos de vida e a cultura citadina nas metrópoles do século XIX.

A bicicleta desencadeou uma série de mudanças para a cultura feminina por ser um meio de transporte moderno e sem tradições vinculadas aos gêneros e papéis sociais. A prática do ciclismo trouxe mais uma importante emancipação: a mudança do vestuário feminino. Para que as mulheres pudessem pedalar seria necessário o uso de um vestuário simplificado e confortável. A primeira modificação iniciou-se pelo corpete, as adeptas do transporte trocaram o espartilho pelo Spencer (uma adaptação do casaco masculino para o vestuário feminino). Em seguida, abandonaram as anquinhas e adotaram as saias calças.

Nos anos entre 1882 e 1884 as ciclistas passaram a adotar uma nova roupa para praticar o esporte ou simplesmente transitar nos centros urbanos. As mulheres passaram a adotar uma calça mais curta denominada, nos Estados Unidos, de Bloomer e, na Inglaterra, de Knickerbockers. A calça Bloomer foi Lançada em 1850 por Amelia Bloomer para dar liberdade de movimento às mulheres, sendo uma das reformas mais importantes na história do vestuário feminino. Esta peça foi responsável por pensar a diferença entre gêneros e subverter o dimorfismo sexual presente na moda até o século XIX que legislava o uso de calças para homens e saia para mulheres.

Para Walter Benjamin a bicicleta foi um símbolo da emancipação feminina. A bicicleta propiciou não só a reforma do vestuário feminino como mudou definitivamente as atitudes sociais em relação às estas peças. O uso da roupa esportiva marca o momento da concepção do vestuário moderno. O uso da roupa bifurcada permitiu as mulheres liberdade em seus movimentos e deslocamentos no espaço público.

(trecho retirado do texto A Hot Pant, gentilmente cedido pela autora Angélica Oliveira)

via www.anamappe.com.br
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